sorriu como se fosse o próprio fitzgerald num impulso de romantismo, o mesmo sorriso que vestia quando resolvia aparecer com uma ou duas rosas nas mãos. quem mais faria isso por você quem seria assim tão espontâneo quanto eu minha doce zelda?
pra mim era um poema presunçoso e respingado de vírgulas, um escrito sobre mim mas não para mim.
e eu não entendia porra nenhuma.
eu tinha nove ou dez anos quando o garotinho que eu tanto desprezava leu pra classe toda o versinho que dizia que numa viagem à lua levaria apenas sua bicicleta e eu.
Algumas rosas de perdão e poemas sem sentido que só me fizeram tropeçar foram dramaticamente seguidos de sofrimento e falsas promessas,
quanto ao garoto que quis me levar à lua
ah, aquele me amou com toda sua ternura e só lhe parti o coração.