o amor eu já conhecia, mas descobri como é a ilusão. há semanas atrás. amor amor amor amor é lindo, eu amo tanto alguns. uns. redescobri o amor de mãe quando explodi de tanto chorar e contei tudo, tudo. minha verdadeira pessoa mais linda do mundo.
eu posso dizer a verdade pra quem eu quiser, e ninguém vai me odiar por isso. mentir é feio, e errado e quando ele mente eu o sinto cada vez mais sozinho, eu sentia dó, mas já não sinto. porque quando eu erro, eu quero compartilhar, pra saber que ainda sou um tantinho humana, errada, mas compreendida. eu posso ser eu mesma e isso é livre.
me realizei. fui importante para alguns, vou ser alguém. lembra de mim!
desculpa ter sido tão filha da puta, mas eu estava realmente confusa. eu nunca nunca na minha vida fiz jogo, charme, estratégia... é porque eu não queria gostar de você, e me segurei. mas quando eu decidi que seríamos bonnie e clyde, vesti roupa nova, parei de fumar.. você ficou com ela e estragou minha roupa.
hoje eu conversei por muito tempo com um senhor de uns setenta anos no metrô, e ele falava muito alto por ser um tantinho surdo. todo mundo olhava porque ele acenava com as mãos e eu ria um bocado de todas as histórias que ele contava, pessoas boas me fazem feliz.
pessoas não tão boas costumavam me deixar angustiada, não ligo mais. (pelo menos não agora)
não sinto meu rosto porque bebi um pouquinho e isso sempre acontece. e desatei a escrever, muito... isso não acontece sempre. mas ultimamente ando escrevendo, e desenhando, e falando. de novo. rindo.
lying is the most fun a girl can have without taking her clothes off (but it's better if you do). "não...não"
quero dançar.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
aos que sentirem repulsa, não lamento
há alguns anos eu disse que nasci pra ser artista, andar no sol de saia rodada e sentir o cabelo voando, coisa assim.
me disseram "você nem usa saia" e eu parei de tentar falar bonito.
agora eu uso, mas não sei bem pra que nasci.
sei que não sou uma pensadora. penso muito, e o que lucro disso, nem sempre é bem aproveitado, porque vez ou outra vai embora num olhar. sempre subentendido.
mas sei que sempre quis parecer uma lagarta listrada à alguns olhos, daquelas coloridas e engraçadas, que não se cansam de tentar entender, não se acostumam.
borboleta é consequência.
(e são escandalosas)
me disseram "você nem usa saia" e eu parei de tentar falar bonito.
agora eu uso, mas não sei bem pra que nasci.
sei que não sou uma pensadora. penso muito, e o que lucro disso, nem sempre é bem aproveitado, porque vez ou outra vai embora num olhar. sempre subentendido.
mas sei que sempre quis parecer uma lagarta listrada à alguns olhos, daquelas coloridas e engraçadas, que não se cansam de tentar entender, não se acostumam.
borboleta é consequência.
(e são escandalosas)
segunda-feira, 15 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
eu sempre quis, mas não posso consertar tudo
diferente do meu sonho...eu senti tudo quebrado, e só indiferença ao redor. eu olhei pro quarto e vi solidão. e todos riam, e riam.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
amoreira
eu gosto muito de ouvir a chuva fazendo barulho bem alto no telhado da casa dos meus avós, e depois sentir como a grama fica molhada por um tempo. a árvore de amoras costumava ficar bem escorregadia, e depois que caí de lá nunca mais subi em árvore nenhuma. aí meu vô cortou a árvore, não sei porque. a minha pequena floresta de infância foi sumindo aos poucos, a amoreira, pitangueira, mangueira, laranjeira, roseira, e mais tantas que nem sei o nome. e também uma privada cheia de flores que ficava no quintal, aquilo era lindo. tinham margaridas também, e todo domingo eu fazia um buquê pra alguém. minha vó ficava doida por eu ser uma criança que arrancava as flores por aí e depois enfiava num copo d'água pra morrerem rápido. dizia que era maldade com as plantinhas, mas ela nunca teve dó de jogar meu feijão no algodão no lixo. não importa, já que feijão no algodão fede um tantinho.
agora, no lugar de tantas árvores só tem grama desbotada, e embaixo uns 15 cachorros enterrados. os cachorros morrem cedo lá, eu lembro quando meu Sarney morreu. ele era do tamanho de um sapato 44 e eu nunca encostei nele, mas passava horas brincando com um cabo de vassoura, cada um numa ponta. depois veio o arrependimento e eu pensei "não me importaria em pegar sarna se pudesse fazer carinho nele agora". Foi minha vó quem escolheu o nome e disse que era nome de presidente. aí num domingo eu acordei e corri pra brincar com ele, fiquei chamando por um tempo, até dizerem que o Sarney tinha morrido de manhã, com muita indiferença, já que era normal os cachorros morrerem jovens por lá. eu me tranquei no banheiro e chorei escondido. na volta pra casa chorei mais, e quando meu pai perguntou porque, eu disse que tava com dor de alguma coisa, mas ele deve ter percebido. Íamos lá todo domingo, e na hora de ir embora me dava tristeza em acenar pras tias pela janela do carro. Acho que era saudade, eu gostava muito das pessoas. as coisas mudaram, hoje em dia só gosto de algumas poucas. acho que matei todas as flores fazendo buquês e já não tem mais floresta nem cachorro, dá trabalho.
ainda assim eu queria mais que tudo estar ouvindo a chuva cair bem forte no telhado, podia ser no daqui de casa mesmo.
agora, no lugar de tantas árvores só tem grama desbotada, e embaixo uns 15 cachorros enterrados. os cachorros morrem cedo lá, eu lembro quando meu Sarney morreu. ele era do tamanho de um sapato 44 e eu nunca encostei nele, mas passava horas brincando com um cabo de vassoura, cada um numa ponta. depois veio o arrependimento e eu pensei "não me importaria em pegar sarna se pudesse fazer carinho nele agora". Foi minha vó quem escolheu o nome e disse que era nome de presidente. aí num domingo eu acordei e corri pra brincar com ele, fiquei chamando por um tempo, até dizerem que o Sarney tinha morrido de manhã, com muita indiferença, já que era normal os cachorros morrerem jovens por lá. eu me tranquei no banheiro e chorei escondido. na volta pra casa chorei mais, e quando meu pai perguntou porque, eu disse que tava com dor de alguma coisa, mas ele deve ter percebido. Íamos lá todo domingo, e na hora de ir embora me dava tristeza em acenar pras tias pela janela do carro. Acho que era saudade, eu gostava muito das pessoas. as coisas mudaram, hoje em dia só gosto de algumas poucas. acho que matei todas as flores fazendo buquês e já não tem mais floresta nem cachorro, dá trabalho.
ainda assim eu queria mais que tudo estar ouvindo a chuva cair bem forte no telhado, podia ser no daqui de casa mesmo.
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